18 setembro 2006

Saudade!

Hoje cheguei a conclusão de que não sinto mais raiva e talvez nem amor. Apenas sinto uma saudade absurda.
Comecei a entender melhor aquele texto mais ou menos assim:

Em alguma outra vida,
devemos ter feito algo de muito grave,
Para sentirmos tanta saudade...
Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé , doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa,
Dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe,
Saudade de uma cachoeira da infância,
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais,
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu,
Saudade de uma cidade,
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem estas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida...

Você podia ficar no quarto e ela na sala, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela pra faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor,
Ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi à consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre culpada,
Se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na internet,
A encontrar a página do Diário Oficial, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros,
Se ele continua preferindo Malzebier, se ela continua detestando McDonalds,
Se ele continua amando, se ela continua a chorar até nas comédias...

Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos,
Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento,
Não saber como frear as lágrimas diante de uma música,
Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
É não saber se ela está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer.
Saudade é isso que eu estive sentido enquanto escrevia
E o que você provavelmente estará sentindo depois que acabar de ler...


A sensação, eu garanto, não é muito boa!

Eu hoje joguei tanta coisa fora...

Hoje acordei com essa música dos Paralamas na cabeça, e resolvi colocar em prática. Ontem já escrevi sobre meu Inferno Astral que tá me fazendo aprender um monte de coisas, inclusive a selecionar o que me é útil. Ataquei meu armário, tirei meus sapatos velhos pra dar lugar aos novos, tirei a poeira do armário, dei uma limpadinha do que ainda vai ficar comigo. O resto, tô passando pra frente. Fiz com os sapatos e vou fazer com as pessoas da minha vida.
Assim como os sapatos, as pessoas têm que ser renovadas as vezes. Tô colocando de lado quem não merece o privilégio do convívio comigo pra dar oportunidade a outras pessoas. Precisei, de novo, me decepcionar pra enxergar isso, pra perceber que algumas pessoas estão precisando da minha atenção e talvez eu não esteja focalizando bem minhas energias. E que bom que essas pessoas são pacientes o suficiente, a ponto de terem me dado o tempo que precisei pra perceber isso. Os sapatos já foram. As pessoas estão indo. E que venham novos. Sapatos e pessoas.






Obs: Vou colocar a letra da música completa, caso alguém se interesse!




Tendo A Lua
Paralamas Do Sucesso


Hoje joguei tanta coisa fora
Vi o meu passado passar por mim
Cartas e fotografias gente que foi embora.
A casa fica bem melhor assim

O céu de Ícaro tem mais poesia que o de Galileu
E lendo teus bilhetes, eu penso no que fiz
Querendo ver o mais distante e sem saber voar
Desprezando as asas que você me deu

Tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua
Merecia a visita não de militares,
mas de bailarinos
e de você e eu.

Hoje joguei tanta coisa fora
E lendo teus bilhetes, eu penso no que fiz
Cartas e fotografias gente que foi embora.
A casa fica bem melhor assim

Tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua
Merecia a visita não de militares,
mas de bailarinos
e de você e eu.

Tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua
Merecia a visita não de militares,
mas de bailarinos
e de você e eu.

17 setembro 2006

Inferno astral!

Meu inferno astral esse ano chegou mais cedo. Só pode ser. Tem acontecido uma coisa atras da outra. Não sei se é bom ou ruim. Acho que é bom, no fim das contas! Só sei que to aprendendo. Aos trancos e barrancos, to ficando mais forte.
Ontem me lembrei de novo o quanto me surpreendo com as pessoas - ultimamente mais pra coisas ruins. Fiz um brinde à minha burrice, eu merecia. Acredito nas pessoas, e me dou mal. Também brindei a babaquice alheia, porque naquele caso também merecia. Tive crises ( e uma ajudinha do álccol no corpo!) e chorei muito. Chorei porque preciso aprender a ser sozinha, infelizmente. Chorei porque não posso contar com a maioria das pessoas e isso me dói muito. Chorei porque eu sou um tantinho medíocre - logo eu! - por não ter aprendido antes o quê tô aprendedno agora. Chorei igual a criança! E dormi com aquela frase do Moulin Rouge na cabeça: Obrigada por me curar dessa ridícula obsessão pelo amor!
Bem vindo Inferno-Astral. Esse ano, pelo visto, a festa também será sua!

Um Dia de Domingo

Eu preciso te falar
Te encontrar de qualquer jeito
Pra sentar e conversar
Depois andar de encontro ao vento
Eu preciso respirar
O mesmo ar que te rodeia
E na pele quero ter
O mesmo sol que te bronzeia
Eu preciso te tocar
E outra vez te ver sorrindo
E voltar num sonho lindo
Já não dá mais pra viver
Um sentimento sem sentido
Eu preciso descobrir
A emoção de estar contigo
Ver o sol amanhecer
E ver a vida acontecer
Como um dia de domingo
Faz de conta que ainda é cedo
Tudo vai ficar por conta da emoção
Faz de conta que ainda é cedo
E deixar falar a voz do coração.








Musiquinha! Só pra não ficar muito tempo sem postar nada!

13 setembro 2006

Oi, eu sou a Jully!

Agora que me dei conta que nunca me apresentei aqui. É que como é blog pessoal, imaginei que não seria necessário. Mas vai que entra alguém que não me conhece, né! Antes tarde do que nunca....

Oi, Meu nome é Jully! (oooiii Jully!)
Tenho 20 anos, moro em São José, Grande Florianópolis, SC.
Sou sagitariana. E a partir daí posso explicar um monte de coisas. Primeiro que sou exagerada: não consigo ficar triste e alegre... eu morro e renasço, meu coração fica partido em mil pedaços e logo junta tudo e tô pronta pra outra. Quando amo, amo muito. E quando deixo de amar, sempre sobra um tantinho de raiva, ainda não consegui descobrir porque.
Não gosto, detesto, tenho pavor de rotina... A minha vida, eu preciso mudar todo dia. Amo música, não vivo sem e sou a maior frustrada por não ter uma voz lindissima, tipo Whitney Houston. Daí aprendi a escrever, e escrever virou um vicio, uma necessidade, uma fuga. E também minha futura profissão. Estudo para ser jornalista, e o escrever é minha ferramente de trabalho. E claro! Adoro ler! Qualquer coisa, até bula de remédio... mas nenhum livro foi tão marcante quanto o Pequeno Príncipe. Amo! Ele é como se fosse eu, e quem conhece o principezinho conhece um pouco de mim.
Sou dependente, carente, neurótica, surtada, obsessiva, compulsiva, às vezes depressiva. Mas eu sou legal. E se interessar vai ter que gostar de mim assim mesmo. A propósito, detesto que me peçam pra mudar... Quem quiser me levar pra casa, tem que levar o pacote completo. Não que eu seja inflexível. Pelo contrário, vivo em constante mudança. Mas não faço para agradar aos outros, então que ninguém tente me moldar. Na maioria das vezes, sou alguém divertida e fácil de se conviver. Sou engraçadinha, muitas vezes. Mas por favor, não me deixem criar abuso.

Tenho um probleminha em terminar meus textos. Assim como pra terminar quase tudo que acontece na minha vida. Não consigo fechar meus ciclos, eu acho... qualquer dia, volto pra terapia pra resolver isso também.

Cansei de tentar me explicar... Ai isso tá virando auto-análise. Será que alguém lê?
Quem se importa... faz assim... lê os textos. Entra e fica a vontade!